CREDO APOSTÓLICO – Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra

Você já tentou fazer a árvore genealógica da sua família? Tentou descobrir a história dos seus antepassados, a data e o local em que nasceram, quando e onde morreram, o que fizeram de mais relevante em suas vidas? Alguns buscam conhecer a árvore genealógica com o intuito de descobrir antepassados que viveram em outro país, almejando obter outra nacionalidade. Outros, pelo simples prazer de saber mais sobre as origens de sua família. Nessas pesquisas, alguns podem descobrir que são descendentes de importantes figuras históricas – ou não.

Conhecer as origens da nossa família, nação ou igreja são aventuras maravilhosas. Elas despertam a nossa curiosidade e nos levam a compreender que não estamos isolados no tempo.

O Credo Apostólico, o mais antigo dos credos universais da cristandade, o qual estudaremos neste semestre, que resume e sistematiza os fundamentos da nossa fé, inicia afirmando a nossa crença na onipotência de Deus Pai, a primeira Pessoa da Santíssima Trindade, o Criador do universo, Aquele em quem todas as criaturas têm sua origem. Além disso, Ele é também nosso Pai por meio daqueles que estão em Cristo.

Moisés afirma que “No princípio, criou Deus os céus a terra”, e que tudo quanto Ele fizera “era muito bom” (Gn 1.1, 31). Davi também expressa sua fé no Deus Criador em um cântico de louvor, ao declarar: “Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade” (Sl 8.1). O autor de Hebreus afirma que Deus, por meio do seu Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, “também fez o universo” (Hb 1.3). Jesus Cristo, o Verbo encarnado, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, estava com Deus Pai desde o princípio. Foi por intermédio de Cristo que o Pai criou todas as coisas (João 1.1-3).

E Deus Pai é não apenas o Criador, mas também o Sustentador do universo. Ele é Todo-Poderoso. Ele mesmo declarou a sua onipotência a Abrão, numa das ocasiões em que se manifestou a este, dizendo: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1b). O Pai Onipotente mudou o nome de Abrão para Abraão – que significa pai de uma grande multidão – e, de forma milagrosa, deu um filho a ele e a Sara, na velhice do casal (apesar da esterilidade de Sara). Ele perguntou a Abraão se haveria coisa demasiadamente difícil a Iavé (Gn 18.14). Jeremias também confessou a onipotência do Deus Criador em oração: “Ah! SENHOR Deus, eis que fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; coisa alguma te é demasiadamente maravilhosa” (Jr 32.17).

À medida em que crescemos no conhecimento de Deus, o Pai Onipotente, Criador e Sustentador de todas as coisas, é nosso dever adorá-lo com temor, devoção, reverência, sinceridade, alegria e humildade, contemplando a sua glória e grandeza manifestas tanto em toda a criação como na salvação dos seus filhos. E essa adoração também deve ser demonstrada numa vida de santidade, piedade, integridade e obediência a Ele. Assim como Ele determinou a Abrão, devemos andar em sua presença e sermos perfeitos. Jesus, o Filho de Deus, reforça esse mandamento: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5.48). Que a graça de Jesus, o Homem Perfeito, capacite-nos para isso, tornando-nos mais parecidos com o Pai.

Oremos: Eterno Pai Celestial, Criador e Preservador do universo, diante de Ti nos prostramos em sincera adoração, reconhecendo a tua glória, majestade, poder, paternidade e santidade. Ajuda-nos a viver de maneira íntegra e santa aos teus olhos, com o auxílio de Cristo Jesus, o nosso Redentor. Amém.